Taxa Selic e mercado imobiliário: entenda o cenário atual

Compra e venda de imóveis 25 de novembro de 2021

A relação entre Taxa Selic e mercado imobiliário afeta diretamente as decisões de compra e venda de imóveis, sejam eles prontos para morar ou empreendimentos na planta. Seria esse um bom momento para investir? O que vem por aí no cenário da habitação?

Respostas ao longo do artigo. Mas, antes, é importante que você entenda do que estamos falando.

Boa leitura! 🙂

O que é a Taxa Selic?

Ela vive aparecendo na mídia e em conversas sobre investimentos. Com tanta exposição, essa taxa deve ser importante, certo?

Mas, se alguém perguntasse, você saberia explicar o que é a Taxa Selic? 🤔

Uma coisa você pode ter certeza: ela exerce uma grande influência na economia brasileira e, consequentemente, na sua vida.

Só para ter uma noção, a Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia. Por isso, ela afeta todas as demais taxas de juros do Brasil, a exemplo das aplicadas em empréstimos, financiamentos e, inclusive, influencia o retorno de aplicações financeiras.

Como funciona a Taxa Selic?

Todo e qualquer governo precisa de dinheiro para fazer investimentos e pagar dívidas. Além da cobrança de impostos (a principal forma de arrecadação), a realização de empréstimos – a exemplo dos títulos do Tesouro Nacional – é outra maneira de gerar receita para os cofres públicos.

Assim, Selic vem de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um ambiente virtual onde os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras.

A Taxa Selic é regida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao Banco Central, que a atualiza a cada 45 dias a partir de diversos indicadores financeiros do país.

A Selic nasceu em 1979 com o objetivo de controlar a hiperinflação daquele período. 

Pode-se dizer que, quando o Banco Central aumenta a Selic, ele desacelera a economia, contendo a inflação. Já quando baixa a Selic, o BC estimula o consumo e aquece a economia, elevando a inflação quando ela está abaixo da meta.

Como está a Taxa Selic agora?

Em 25/11/21, data da redação deste artigo, a Selic está estabelecida em 7,75% a.a

Para fins de contextualização:

  • Em março de 2021, o Copom elevou a Selic para 2,75% a.a., depois de 6 meses sem reajuste.
  • Já em maio foi para 3,5% a.a.
  • Depois em junho, agosto e setembro, subiu para 4,25%, 5,25% e 6,25% a.a., respectivamente.
  • Na sétima reunião de 2021, o Copom estabeleceu a taxa de 7,75% a.a., a qual vigora neste momento.

Há uma nova reunião marcada para dezembro, com grandes chances de ser anunciada uma nova suba. A previsão, segundo o Relatório Focus, do Banco Central, é fecharmos 2021 com a taxa de 8,75% a.a.

Taxa Selic e mercado imobiliário: efeitos na prática

Como o mercado imobiliário nacional é muito dependente do crédito – tanto para a cadeia produtiva quanto para a parte compradora -, a alta da Selic inevitavelmente acaba por fazer com que os principais bancos financiadores deste mercado repassam a suba em suas taxas de balcão.

No médio/longo prazo, estas instituições acabarão acompanhando as altas da Selic, mesmo que não repassem as subas imediatamente. Inclusive algumas delas já fizeram ajustes parciais nas taxas cobradas (falaremos sobre isso mais adiante).

Na prática, o que pode acontecer com os futuros compradores é a diminuição do valor aprovado para o financiamento, por exemplo.

Mas, segundo Bruno Lessa, diretor do Portal VGV, isso não deve parar o mercado imobiliário. Sua previsão é que a euforia deste mercado, experimentada desde agosto de 2020 (quando a Taxa Selic estava em 2% a.a., o menor patamar histórico), possa se encaminhar para uma estabilização.

Assim, Lessa prevê que o mercado imobiliário irá operar em um ritmo menos acelerado, porém frequente, devido à alta demanda e ao imenso déficit habitacional brasileiro. 

Com relação aos investidores, o especialista não acredita em uma debandada geral motivada por questões de rentabilidade. 

De fato, isso não está acontecendo, devido a um motivo muito claro: os atuais investidores não vieram para o mercado imobiliário mirando apenas a rentabilidade mensal, mas sim a segurança. E com a inflação nesse patamar, os imóveis se mostram como uma alternativa interessante para quem quer proteger seu capital ao longo do tempo.

De qualquer forma, apesar dos sinais de alerta que o aumento sucessivo da Selic naturalmente aciona, o mercado imobiliário brasileiro está aquecido.

De acordo com um artigo da CBIC, as vendas de imóveis no Brasil subiram 46,1% no primeiro semestre de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020.

E, mesmo com os aumentos, os atuais 7,75% a.a., se comparados ao histórico da Selic, ainda pode ser considerado um patamar razoável.

Crédito imobiliário/financiamentos

Em julho deste ano, a Caixa Econômica Federal alcançou o maior valor mensal de contratação de crédito imobiliário da sua história, com uma alta de 36% em relação ao primeiro semestre de 2020.

Já outros bancos como Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú resolveram acompanhar a Selic e aumentaram suas taxas de juros para financiamento imobiliário. 

A Caixa – provavelmente aproveitando a onda de excelentes resultados – fez exatamente o contrário: baixou ainda mais as suas taxas para a aquisição de imóveis.

Conclusão

Aqui na Imóveis DP estamos atentos ao comportamento da Selic, mas, sinceramente, acreditamos que o bom momento que o mercado imobiliário está vivendo em 2021 construiu bases sólidas o suficiente para não naufragar com os aumentos da taxa.

É claro que há um limite no quanto a Selic pode subir sem que inviabilize a onda de bons negócios, uma vez que a sua influência é sentida em toda a cadeia imobiliária.

Mas é preciso manter em mente 4 fatores principais:

  • O déficit imobiliário brasileiro é gigantesco.
  • A Caixa continua apostando nas taxas baixas para o crédito imobiliário.
  • A Selic ainda não atingiu um patamar verdadeiramente alarmante, apesar das sucessivas subas.
  • O investidor ainda vê a aquisição de imóveis como uma proteção segura para o seu capital.

Então, podemos afirmar que, no atual cenário, investir em imóveis ainda é um excelente negócio. 🎯

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